ABRH vai incrementar intercâmbio internacional
Com os bons ventos soprando a favor da economia brasileira, a alta demanda por profissionais tecnicamente preparados e emocionalmente amadurecidos para enfrentar os desafios que vêm pela frente traz novas luzes – e também novos desafios – para a área de R
 

“O bom profissional de RH é demandado igualmente
nos bons ou maus ventos. Com a expansão da economia planetária e, por consequência, nacional, abre-se a oportunidade de termos mais empresas
multinacionais com predominância de capital brasileiro, um desafio para o RH que, por exemplo, ao negociar com sindicatos obreiros de outros países, pode ser chamado de ‘imperialista’ ou ‘colonialista’. Aí é preciso mudar de AM para FM”, assinala Nelson Savioli, que, no início do ano, assumiu a Diretoria de Relações Corporativas Internacionais da ABRH-Nacional.

Estrategicamente, a associação já está inserida no cenário internacional por meio de sua filiação à Fidagh (Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana), que, por sua vez, é membro da WFPMA (World Federation of PeopleManagement Associations). Agora, a diretoria de Savioli tem como função permanente apoiar e levar ideias de intercâmbios internacionais para a presidente da associação, Leyla Nascimento, e dar suporte a Cássio Cury Mattos, que acumula os cargos de presidente do Conselho Deliberativo da ABRH-Nacional e da Fidagh.
Entre seus principais objetivos, Savioli elenca estreitar as relações da associação com seus pares internacionais e fortalecer a imagem do Brasil no exterior. E, quando o assunto é RH em âmbito internacional, ele trafega com conhecimento de causa.

Antes de assumir a superintendência executiva da Fundação Roberto Marinho há nove anos, Savioli cumpriu uma trajetória em Recursos Humanos, que, segundo ele próprio, parece a de um diplomata da ONU: foi gerente de RH e assuntos comunitários da canadense Alcan, gerente corporativo de RH da alemã Robert Bosch e da americana Johnson & Johnson, gerente geral de RH da francesa Rhodia, diretor de RH e planejamento do jornal brasileiro O Globo e, por fim, diretor nacional de RH da Unilever, que reúne as culturas inglesa e holandesa.

Simultaneamente, ele carrega na bagagem uma extensa experiência como voluntário: no final da década de 1970, participou da gestão de Oswaldo Checchia, à época presidente da ABRH-Nacional;
posteriormente, foi integrante do comitê de criação do CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, promovido pela associação –; e, nos últimos seis anos, presidiu o Conselho Deliberativo
da ABRH-RJ. Agora, umdos de seus focos será atrair para o Brasil o interesse e a presença mais constante de figuras relevantes do exterior na área de gestão de pessoas, sejamexecutivos e especialistas de empresas ou opinion makers em RH dos três setores econômicos – administração pública, iniciativa privada e terceiro setor.

Além disso, Savioli pretende estabelecer parceria com eventos no Brasil de outras áreas de interesse, mas que comportem a inclusão de um tópico sobre RH. “O intuito é fortalecer, via ABRH, a imagem do Brasil, trazendo essas entidades ou líderes para cá, mostrando o muito que temos de bom. Portanto, inverter um pouco a direção do vento, mostrando que agora é o momento do Brasil”, explica.

Ele também planeja iniciar ou aumentar o contato
com entidades, empresas e executivos de RH dos demais países emergentes, como China e Índia, e daqueles que classifica de fenômeno, como Coreia do Sul e Cingapura. “Certamente, continuaremos
a interação comEuropa, Estados Unidos e Japão, até porque sua experiência de sucessos e tropeçosmuito nos interessa. Precisamos olhar à frente e discutir quais os caminhos que se apresentam para as nações que ainda não ‘chegaram lá’, mas estão em curva econômica ascendente”, diz, enfatizando que o país só saberá se está crescendo do ponto de vista socioambiental com um maior intercâmbio de ideias e práticas.

A maior integração do Brasil com os demais países de língua portuguesa também faz parte dos planos. “Internacionalmente, temos um denominador comum, a língua de Camões, e precisamos nos valer desse ativo para aprender e, eventualmente, compartilhar nossos avanços. O Brasil tem importante atuação na CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a ABRH procurará utilizar seus vários departamentos para conhecer e ser conhecida dos colegas lusófonos da Europa, África e Ásia. Sim, temos um país asiático que tem o português como uma de suas línguas oficiais, o pequeno e bravo Timor Leste”, destaca.

Os planos já estão em andamento: no segundo semestre, o Brasil abrigará um congresso de fundações de países da CPLP, no qual representantes da ABRH deverão marcar presença em um debate sobre RH.

A empregabilidade verde é outro alvo de Savioli, que pretende buscar mais interlocutores internacionais para discutir os interesses comuns entre os gestores das áreas de RH e de desenvolvimento sustentável. “Existe uma crescente necessidade de preparação de profissionais para atender à demanda do mercado pelo conjunto de funções, e até de profissões, que as atividades ligadas ao meio ambiente criarão e, em alguns casos, eliminarão.

Como a Amazônia estará sempre no centro das discussões internacionais sobre como poderemos ter uma vida sustentável, creio que é dever da ABRH-Nacional esquentar esse assunto, dentro e fora do país”, finaliza.

 
Fonte: Por Thais Gerbrin - ABRH Nacional
 
 
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