A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) divulgou na quarta-feira uma pesquisa que demonstra o bom momento da geração de emprego no Estado. A criação de vagas na indústria catarinense teve reação pelo segundo mês consecutivo, após um ciclo de nove meses de queda. Em agosto, o saldo de vagas (admissões menos desligamentos) gerado pelas médias e grandes indústrias do Estado teve leve alta de 0,2%. Os dados da Fiesc foram levantados junto a 349 empresas catarinenses. O crescimento de agosto representa 515 novas vagas. Entre outubro e junho, a pequisa registrou saldos negativos. A primeira alta deste ano foi em julho. Em agosto, dos 19 setores pesquisados, 12 abriram vagas. Entre eles, equipamentos de transporte (alta de 7,7%), cerâmica (1,2%) e artigos de borracha e plástico (1,3%). Em número de vagas, quem mais criou postos foram os setores de máquinas (167), borracha e plástico (142) e cerâmica de revestimento (126). Acumulado do ano segue no negativo Apesar da reação em julho e agosto, o saldo acumulado do ano continua negativo. Os dados dos oito meses mostram queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2008. A baixa representa 10.739 postos fechados. O economista da Fiesc, Márcia Camilli, diz que estes desligamentos ocorreram principalmente nos setores mais exportadores, que dependem bastante do mercado externo, o mais afetado pela crise internacional. Nos dados de janeiro a agosto, a pesquisa mostra que em termos percentuais, dos 19 setores, 15 demitiram mais do que contrataram. Os destaques negativos foram equipamentos de transporte (-22,6%), veículos automotores (-16%) e metalurgia básica (-14%). Em vagas, a queda mais significativa foi no segmento de alimentos e bebidas (-2.565 vagas). No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria apresentou queda de 6,6% no emprego. Foram fechados 15.338 postos em Santa Catarina no período. |